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fev
17

Mundo Novo com problemas “velhos”

Comerciante já foi assaltada sete vezes na comunidade do Mundo Novo

O bairro Mundo Novo, fica localizado na zona norte de Manaus, e surgiu por um loteamento através da Superintendência Estadual de Habitação (Suhab), depois as terras por trás do conjunto foram sendo invadidas e nasceu assim, a comunidade do Mundo Novo e a equipe de reportagem do Programa A Voz é Sua com Massami Miki (Transamérica 95.1) esteve presente, ouvindo os moradores sobre os “velhos” problemas que afligem a comunidade desde a sua inauguração em 2 de fevereiro de 1997.

“Moro aqui há 10 anos e o principal problema é o transporte público, às vezes nós esperamos mais de 45 minutos por um ônibus e isso é um absurdo. Além disso, a linha que existia na comunidade e trazias as pessoas da parte de baixo até aqui em cima, não existe mais. E agora a gente tem que andar um bom pedaço, correndo o risco de ser assaltada”, falou a vendedora Jamile Silva que estava na parada de ônibus para ir ao trabalho, a mais de meia hora e o coletivo ainda não havia passado.

A falta de estrutura nas paradas de ônibus também foi apontada como uma das dificuldades enfrentadas pela população que reside no local e fica exposta ao sol e a
chuva, tendo que se proteger atrás das sombras de postes e marquises das casas e comércios adjacentes, porém em alguns casos sequer contam com essas proteções improvisadas.

Assaltos, arrombamentos de casas e comércios, além do tráfico de drogas são comuns na comunidade.

“Já fui assaltada 7 vezes no meu comércio, no começo até ligava para a polícia, mas agora eu acho que é perda de tempo. A nossa comunidade precisa de policiamento, eu tenho esperanças que esse projeto da secretária de segurança, o Ronda nos Bairros, dê certo”, desabafou a comerciante Elinete Souza que foi umas das primeiras pessoas a morar no bairro. Segundo a moradora o bairro sempre apresentou muitos problemas, seja na demora do transporte coletivo, os carros que estão sucateados e o lixo que toma conta das ruas.

De acordo com Léo Menezes, existem alguns pontos da comunidade com lixo acumulado a mais de um ano e isso contribui para o aparecimento de bichos detentores de doenças.

“Várias crianças ficaram doentes por causa desse lixo amontoado e o carro de lixo pega os resíduos nas residências, mas nesses terrenos e cantos de rua o lixo permanece e ninguém por enquanto veio aqui tirar. Nossa casa vive cheia de mosquitos e quem me garante que não tragam doenças para minha família”, disse Menezes.

Outro ponto crucial citado pelos entrevistados é a necessidade de um posto de saúde na área, pois o posto mais próximo fica na Cidade Nova, porém sempre vive lotado devido à demanda dos bairros próximos.

“Quando alguém fica doente não temos onde levar, o posto mais próximo é na Policlínica da Cidade Nova e quando lá está lotado, chegamos a nos deslocar até o SPA da Alvorada”, finalizou a comerciante Elinete Souza.

Reportagem de Bruna Souza

Apoio Técnico de Daniel Machado

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