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fev
07

Segurança e Saúde pública são os maiores problemas do Nossa Senhora do Perpetuo Socorro

Nas últimas décadas a segurança pública tem sido um dos grandes desafios dos órgãos governamentais e da população que sofre com a onda de violência dentro da sua própria casa. Sair de madrugada para ir trabalhar já é um risco existente em alguns bairros de Manaus, inclusive na comunidade Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, no bairro Cidade Nova II, zona norte. A equipe de reportagem do Programa A Voz é Sua com Massami Miki (Transamérica 95.1) esteve presente dando voz aos moradores que já não suportam mais viverem trancados e com medo.

A dona de casa Aldenise de Souza Oliveira já passou por várias tentativas de roubo na sua residência localizada na Rua Ulisses Guimarães. “Já tentaram entrar aqui em casa, arrombaram a fechadura e já chegaram a destelhar a minha casa tentando entrar. Para me proteger tive que colocar grades nas janelas e forrar o teto, mas eu preferiria ter minhas janelas comuns onde eu pudesse viver com elas abertas” disse.

O comerciante Brás Bento Campos que reside no local a pelo menos dez anos, já foi assaltado a mão armada e da última vez o assaltante usou de violência, apontando diversas vezes o revólver contra a sua cabeça. “Não vivemos mais em paz, todo dia um mercadinho é assaltado, semana passada assaltaram o comércio na esquina” afirmou ele.

A comunidade começou por uma invasão de área verde que existia ali, a população do lugar reivindica melhorias na segurança. Os horários de maiores incidências de roubos são à noite e ao meio dia quando a rua fica deserta e é, nesta hora, que eles aproveitam para fazer arrastão.

“Uma vez estava todo mundo na parada e eles mandaram que todos ficassem só com as peças íntimas, levaram tudo, celular, dinheiro e joias. Agora as pessoas comprometidas têm que usar aliança de aço por medo de serem parados na rua” falou a auxiliar de serviços gerais Eva dos Santos, que deu a ideia de utilizarem o local da antiga casinha de saúde para fazerem um distrito policial que atenda as necessidades da comunidade.

Outro problema enfatizado na reportagem foi à falta de investimento nas práticas esportivas. “A escola João Queiroz tinha projetos que desenvolviam a prática do esporte na comunidade, inclusive minha filha já foi disputar fora da cidade um campeonato de judô, porém acabou e eu como um educador, só posso incentivar essa prática fundamental para o desenvolvimento das crianças”, falou o morador Paulo Afonso e acrescentou que a saída do médico que atendia os moradores na casinha da família trouxe insatisfação geral, pois o mesmo fazia um excelente atendimento.

Quem também complementou o assunto da educação foi à massoterapeuta Neybe Valéria que questionou a falta da educação infantil na escola da comunidade, já que até o ano passado funcionava normalmente. “Agora a gente tem que se deslocar para outros bairros próximos se quiser que as crianças estudem, até ano passado nós tínhamos isso aqui e agora tenho que acordar cedo, correndo o risco de ser assaltada, para poder deixá-los na escola”.

A comunidade também não possui uma creche e um dos pontos críticos é a ponte que corta uma das ruas, ela está para desabar e os moradores que precisam se deslocar correm um sério risco de cair dentro do igarapé que corta o local. Antigamente no lugar da ponte existia uma rua asfaltada que foi levada pela chuva e fizeram a ponte como alternativa até que a reconstruíssem, porém até o momento nada foi resolvido.

Reportagem de Bruna Souza

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1 comentário

  1. Eu Paciente disse:

    Otimo Artigo, Meu parabens!

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